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Viagem Segura

09 Aug, 2018

Viagem Segura de Dia dos Pais reforça fiscalização de sexta-feira a domingo

O Dia dos Pais movimenta muita gente que se desloca pelas estradas por todos os pontos do estado. Com a média de uma morte no trânsito a cada três horas e vinte e cinco minutos, a data mobiliza as autoridades, que realizam, a partir da zero hora desta sexta-feira (10), a 91ª edição da Operação Viagem Segura. A fiscalização concentrada se estende por três dias, até a meia-noite de domingo (12).
A reunião preparatória aconteceu na terça-feira (7), no Círculo Militar, em Porto Alegre, sob a coordenação do DetranRS, que apresentou dados estatísticos de infrações de trânsito e de acidentalidade com vítimas fatais nas Operações Viagem Segura anteriores. A análise aponta que o Dia dos Pais ocupa a segunda posição no ranking de acidentalidade em feriados e datas festivas, com média de 7,2 óbitos por dia de Operação Viagem Segura, atrás apenas do Dia das Mães (8,3 óbitos/dia).

Confira os dados dos anos anteriores aqui.

Uma análise da data nos últimos 11 anos aponta um pico de acidentalidade fatal em 2012, quando morreram 33 pessoas em três dias. A menor média histórica foi em 2016 (3,3 mortes/dia), mas voltou a subir em 2017 (média de 8,7 mortes/dia). Nos últimos dez anos, 236 vidas foram perdidas no fim de semana de Dia dos Pais.
Quando se observa a distribuição das mortes pelos três dias de deslocamentos (sextas, sábados e domingos) de 2007 a 2017, destaca-se o sábado como o período de maior concentração de mortes – 9,3 em média, contra 6,2 na sexta-feira, e 8,1 no próprio domingo. A noite concentra a acidentalidade fatal nos três dias, superando as manhãs, tardes e madrugadas por larga margem.
Essas mortes aconteceram predominantemente nas rodovias (71%), sendo 40% em federais e 31% em estaduais. Vinte e uma vidas foram perdidas no município de Porto Alegre. Passo Fundo também foi destaque negativo nesse ranking, com 14 óbitos, seguido por Rio Grande e Pelotas, com oito mortes cada um. Dentre as rodovias, as que registraram maior acidentalidade fatal foram a BR 116 (20 óbitos), a BR 386 e a BR 290 (18 óbitos cada uma) e a BR 285 (17 óbitos).
Sobre a Viagem Segura
Um dos principais programas de segurança no trânsito do estado, a Operação Viagem Segura reúne órgãos de fiscalização e instituições parceiras para prevenir acidentes nos feriados e principais datas comemorativas. Polícia Rodoviária Federal (PRF), Brigada Militar (BM), Comando Rodoviário da BM (CRBM), DetranRS e Polícia Civil reforçam a fiscalização e promovem ações de conscientização com o apoio da ANTT, DNIT, Cetran/RS, DAER, EGR, Metroplan e Famurs, além de representantes da sociedade civil organizada, como o Lions Club e o Instituto Zero Acidente.
Desde o feriado de Proclamação da Republica de 2011 já foram realizadas 90 operações, com mais de 5,3 milhões de veículos fiscalizados e 200,9 mil testes de etilômetro realizados. Foram registradas mais de 939,5 mil infrações, sendo 18,5 mil autuações por embriaguez, incluindo as recusas ao teste do bafômetro. A fiscalização também recolheu 88,6 mil veículos e mais de 24,1 mil CNHs.
Além do Detran-RS, participaram do encontro no Círculo Militar representantes da Autarquia, Brigada Militar e seu Comando Rodoviário, Polícia Civil, ANTT, Cetran/RS, EGR, Metroplan, Famurs, órgãos de trânsito dos municípios de Porto Alegre (EPTC), Cachoeirinha, Gravataí e Guaíba, além do Lions Club.
*Letícia Sielecki/Ascom DetranRS

Gripe

31 Jul, 2018

Número de mortes por gripe em 2018 chega a 44 no RS

Total de óbitos quase iguala ao do mesmo período do ano passado ¦ Foto: Guilherme Almeida / CP Memória
Chega a 44 o número de mortes atribuídas à Influenza no Rio Grande do Sul em 2018. Depois de uma queda aparente no registro de óbitos, destacada em início de julho pela Secretaria Estadual da Saúde, o total de casos quase iguala o do mesmo período do ano passado, que era de 45.
O tipo de vírus predominante, entre os casos que evoluíram para óbito, segue sendo o H1N1 – que tirou a vida de 32 pessoas. Em 2017, o H3N2 havia matado 2/3 dos doentes. Trinta e uma das 44 vítimas registradas em 2018 tinham fatores de risco e 20 eram maiores de 60 anos, conforme o balanço. Outras nove tinham mais de 50. Só cinco tomaram a vacina, uma delas menos de 15 dias antes do surgimento dos sintomas, conforme o relatório.
Conforme o boletim, 31 das 44 vítimas registradas em 2018 tinham fatores de risco e 20 eram maiores de 60 anos, conforme o balanço. Outras nove tinham mais de 50. Só cinco tomaram a vacina, uma delas menos de 15 dias antes do surgimento dos sintomas.
Caxias do Sul lidera em número de mortes: sete, à frente de Porto Alegre, com cinco, e de Canoas e Passo Fundo, com três cada. Também houve óbitos em Antônio Prado, Balneário Pinhal, Cachoeira do Sul, Canela, Carazinho, Charqueadas, Farroupilha, Flores da Cunha, Gramado, Guaíba, Lajeado, Nova Petrópolis, Novo Hamburgo, Parobé, Passo Fundo, Roca Sales, São Leopoldo, São Marcos, Sapiranga, Taquara, Terra de Areia, Tramandaí, Tupanciretã e Vera Cruz.
O total de casos confirmados em 2018 chega a 385 ante 423, no ano passado. Desses, 223 foram atribuídos ao vírus H1N1 (contra apenas um em 2017), 104 ao H3N2, 32 ao da Influenza B e 26 ao Influenza A não subtipado. Há casos confirmados em 86 cidades gaúchas.

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